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João de Deus vira réu por crimes sexuais

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da comarca de Abadiânia do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás), aceitou a denúncia oferecida em dezembro pelo Ministério Público de Goiás e o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, virou réu nesta quarta-feira (9) pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. O teor da decisão da magistrada não foi divulgado porque o processo está sob sigilo.

Em nota a um site de notícias, o advogado Alberto Toron, que defende o médium, disse que ainda não foi notificado da decisão, mas de que a defesa e o cliente estão serenos e confiantes na Justiça. “De qualquer modo, é importante esclarecer que se trata de uma decisão provisória, sujeita à confirmação após a apresentação da resposta à acusação”, pontuou Toron.
João de Deus está preso preventivamente desde o dia 16 de dezembro em Goiânia e nega as acusações.

Segundo o TJ-GO, o caso em que o médium virou réu envolve quatro vítimas. Ele responde pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

O MP acusou o médium por dois casos de violação sexual mediante fraude e por outros dois por estupro de vulnerável. Todos os casos datam de 2018, sendo o mais recente de outubro deste ano.

Em depoimento à Promotoria, João de Deus disse não se lembrar das mulheres que o acusam. Ele também negou ter cometido qualquer crime em seus atendimentos espirituais.

Em dezembro, operações da Polícia Civil apreenderam armas e dinheiros em endereços ligados ao médium.

Desde que as primeiras denúncias vieram à tona, a promotoria montou uma força-tarefa junto à Polícia Civil para apurar as denúncias dos abusos cometidos pelo médium e recebeu ao menos 500 acusações de mulheres contra João de Deus.




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