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Meninas criam canal no Youtube para aprender a ler e a escrever

Para aprender a ler e a escrever as adolescentes Dayane Moreira, de 14 anos, e Vitoria Régis, de 12 anos, criaram o canal no YouTube Sopa de Letrinhas. A ideia surgiu a partir do projeto Letrilhar, criado em 2017 com o objetivo de alfabetizar crianças e adolescentes que não conseguiram aprender na idade ou período adequados. A iniciativa é do Centro Educacional Marista Irmão Justino, localizado na Zona Leste de São Paulo, que atende gratuitamente crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.

No Letrilhar, os participantes elegem uma meta pessoal e as pedagogas encaminham uma rotina de estudos ligada a essa meta. No caso das amigas Dayane e Vitoria, o canal no Youtube tem desempenhado essa função. “Quando eu cheguei no projeto, a minha meta era ler mensagens nas redes sociais. Hoje eu vejo que eu queria muito mais que isso”, diz Dayane, que já está há 2 anos no Letrilhar. Produzindo os vídeos, as amigas usam a temática da culinária para compartilhar experiências e, como consequência, descobrem um jeito mais divertido e fácil de aprender.

Assim como Dayane, Cauã Mario, de 14 anos, iniciou no projeto ainda tímido e com vergonha de participar das atividades. A sua meta era escrever uma carta para o seu tio, uma pessoa importante na sua vida. Após um ano  no projeto, Cauã não só realizou seu desejo como descobriu um grande talento, se tornando um dos multiplicadores do Letrilhar. “Estamos criando um jogo de alfabetização para compartilhar com os menores. Ainda estamos em processo de construção, mas logo ele vai ser muito útil”, relata.

 

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“A maioria dos adolescentes que participam do projeto entraram com um perfil muito parecido: autoestima baixa e se culpam por não terem aprendido a ler e escrever na época certa”, explica a pedagoga Ana Paula Martins, responsável pelo Letrilhar.

No início, um diagnóstico é feito para entender individualmente cada necessidade e, já no primeiro encontro, os adolescentes são incentivados a criar vínculos e confiança no método. Os participantes são questionados pelas pedagogas em relação aos motivos pelos quais não conseguiram ser alfabetizados. “Tudo isso para que eles possam mudar o olhar negativo sobre a dificuldade que enfrentam na hora de aprender a ler e escrever”, explica a pedagoga.




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