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Eduardo Bolsonaro quer que comunismo seja crime

Eduardo é filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Mas está agindo como um moleque que acha que pode tudo porque papai tem poder. Numa entrevista do Estadão, Eduardo foi longe demais – propôs tornar crime o comunismo. Ele quer também que os atos do MST sejam considerados terrorismo.

Por partes. Quando os sem-terra invadem e destróem propriedades precisam ser exemplarmente penalizados, seja a título que for. É puro banditismo ou vingança. Mas tornar o comunismo crime é ir longe demais.

 

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Nem Adolf Hitler, que abominava o comunismo russo, chegou a tanto. Simplificou: colocou o partido na ilegalidade e tratou de perseguir os comunistas de sua época. Stalin, o todo-poderoso da União Soviética, comunista de fato, nunca impôs uma lei tornando crime ser católico ou protestante.

Maior prova é que durante os mais de 70 anos de regime comunista na Rússia as igrejas sobreviveram. Os Estados Unidos perseguiram os comunistas na era do Macartismo (1950-1957). Mas ninguém foi acusado de ser comunista. A acusação era por traição ou subversão.




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