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Aeroporto de Jundiaí deverá funcionar ininterruptamente

A Voa São Paulo conseguiu que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento para a Voa São Paulo, concessionária de cinco aeroportos no Estado, incluindo Jundiaí. Boa parte do dinheiro será aplicada no Aeroporto Comandante Rolim Amaro, em Jundiaí. Os primeiros trabalho devem começar ainda neste mês.

A concessionária deverá construir uma torre e uma central de monitoramento dos demais terminais que administra. O projeto inclui ainda o recapeamento da pista, reconstrução de cercas e reforma do terminal de passageiros. Com isso, até o começo do próximo ano o aeroporto passará a funcionar ininterruptamente.

O financiamento aprovado pelo BNDES é de R$ 19 milhões. A primeira parcela de R$ 5 milhões já foi liberada para investir principalmente na infraestrutura dos cinco aeroportos (Jundiaí, Campinas, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba) administrados pela concessionária.

A Voa São Paulo é investigada pelo Ministério Público estadual por causa do tempo de duração de suas concessões. No caso do aeroporto de Jundiaí, ela chega a 65 anos. O ex- presidente do consórcio é sobrinho do ex-governador Geraldo Alckmin.

Em 2001, durante o governo Alckmin, Othon ganhou a concessão de um terreno de 2.100m² para construção de um hangar em Jundiaí. Em 2007, quando o governador era José Serra, Othon informou o governo que havia investido R$ 1,2 milhão no terreno. Por causa disso, o prazo foi estendido até 2062.

 

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Em 2008, outro contrato de concessão para uma área de 3 mil metros. Como afirmou haver investido R$ 2,6 milhões nessa área, em 2010 o prazo do contrato foi espichado para 65 anos – o maior já feito pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo). Só para comparar: A Latam investiu R$ 122 milhões no Aeroporto de Jundiaí, mas o prazo de concessão de seu hangar vai até 2022, sejam ou não reembolsados os gastos.

O Ministério Público está investigando a história para entender tanta bondade do Daesp, e a terriível coincidência do beneficiado ser sobrinho do ex-governador. Mais uma terrível coincidência: Adhemar César Ribeiro, o pai de Othon, é acusado de haver arrecadado R$ 2 milhões de forma irregular (caixa 2) na campanha de Alckmin em 2010 – e o caso está no Tribunal Regional Eleitoral paulista.




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