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A forma de se comunicar de Bolsonaro

Olá, pessoa! Neste artigo, vou falar um pouco sobre a comunicação que conseguiu engajar grande parte dos brasileiros: a comunicação do presidenciável Jair Bolsonaro.

Longe de ser um artigo político, vou falar sobre a forma de comunicação que, de certa forma, causou um alvoroço em quem captou a mensagem, baseada na estratégia do menos é mais.

Conjectura-se que este engajamento se deu por conta do cansativo politicamente correto, que diz coisas nas entrelinhas, finge ser o que não é e no fim das contas fica o dito pelo não dito.

Em meios acadêmicos, costumo dizer que isso é uma ‘comunicação de ementa’, aquele texto reduzido a um ponto supostamente essencial que muitas vezes mais confunde do que explica algo.

Parece que o povo cansou disso ultimamente. E o movimento não é só no Brasil. Lá fora, especificamente nos Estados Unidos, Donald Trump também ganhou utilizando um discurso nos mesmos moldes e calcado numa estratégia do tipo ‘se pegar pegou’. E pegou.

A comunicação direta de Bolsonaro, embora considerada ofensiva, acertou em cheio um povo que estava confuso, afeito aos cliques nas redes sociais, aos memes instantâneos e às temíveis fake news.

O tom e o ritmo com que ele expressa as suas opiniões também merecem uma análise rápida dentro do ponto de vista da Oratória:

Ao falar alto, como se estivesse sempre irritado, acolheu os seus eleitores que expressam o mesmo sentimento; ao falar rápido, dá a sensação de urgência, que também vai ao encontro de quem tem pressa por uma sonhada mudança.

E os termos? Ah! Os termos que assustam os ouvidos mais sensíveis se aproximam bastante do que lemos em comentários pelas redes sociais.

Aliás, falando em redes sociais, a comunicação do candidato soube surfar na onda da tecnologia e baixo custo e alcançou o resultado que esperava, deixando para trás quem investiu quantias milionárias para produções de televisão e artes gráficas pirotécnicas.

Voltando à realidade: nem tanto ao céu nem tanto à terra.

 

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Se eleito for, a equipe de comunicação dele vai ter de se esmerar para não torná-lo um ‘Jairzinho paz e amor’, mas, pelo menos precisa fazer com que ele se comporte bem verbalmente nos compromissos para que for chamado.

Diante disso, fica a pergunta: É possível melhorar a comunicação sem perder a essência? A resposta é sim. É mais que possível.

Nos dias de hoje a comunicação precisa ser inclusiva. É preciso acalmar os ânimos, atenuar alguns termos para que uma boa ideia não deixe de ser aplicada só por ter esbarrado no mimimi que tomou conta da sociedade.

Precisa ter jogo de cintura. Sempre. É isso.




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