HomeJundiaíAeroporto de Jundiaí sob suspeita. Sobrinho de Alckmin envolvido

Aeroporto de Jundiaí sob suspeita. Sobrinho de Alckmin envolvido

O Aeroporto de Jundiaí é administrado e operado pelo consórcio Voa São Paulo. O presidente do consórcio é Othon César Ribeiro, sobrinho do ex-governador Geraldo Alckmin. Até aí nada demais. Acontece que em 2010, Othon ganhou 65 anos para descontar do aluguel pago ao governo o dinheiro investido nos terrenos do Aeroporto de Jundiaí.

A prática do desconto não é ilegal, mas nos demais contratos de concessão isso só acontece dentro do prazo da mesma concessão – 15 ou 25 anos em média. Não foi bem isso que aconteceu.

Em 2001, durante o governo Alckmin, Othon ganhou a concessão de um terreno de 2.100m² para construção de um hangar em Jundiaí. Em 2007, quando o governador era José Serra, Othon informou o governo que havia investido R$ 1,2 milhão no terreno. Por causa disso, o prazo foi estendido até 2062.

Em 2008, outro contrato de concessão para uma área de 3 mil metros. Como afirmou haver investido R$ 2,6 milhões nessa área, em 2010 o prazo do contrato foi espichado para 65 anos – o maior já feito pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo). Só para comparar: A Latam investiu R$ 122 milhões no Aeroporto de Jundiaí, mas o prazo de concessão de seu hangar vai até 2022, sejam ou não reembolsados os gastos.

 

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O Daesp afirma que “as condições oferecidas aos concessionários seguiram os parâmetros determinados pela legislação em vigor na época de cada concessão”. Desde 2017, cinco aeroportos que eram do Estado passaram à iniciativa privada. No pacote estão os aeroportos de Jundiaí e Campinas. E quem ganhou a concorrência? O Voa São Paulo, presidido por Othon César Ribeiro, filho de Adhemar, cunhado de Alckmin.

O Ministério Público está investigando a história para entender tanta bondade do Daesp, e a terriível coincidência do beneficiado ser sobrinho do ex-governador. Mais uma terrível coincidência: Adhemar César Ribeiro, o pai de Othon, é acusado de haver arrecadado R$ 2 milhões de forma irregular (caixa 2) na campanha de Alckmin em 2010 – e o caso está no Tribunal Regional Eleitoral paulista.




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