HomeArticulistasAnselmo BrombalUma capital para a região

Desde sua fundação, Jundiaí é dependente de outras cidades. Nunca teve autonomia suficiente para cuidar de seu nariz. Ora depende de Sorocaba ora de Campinas. Em alguns casos – raríssimos – da Capital. Mesmo assim, Jundiaí é uma espécie de líder entre as cidades não só do Aglomerado Urbano. Itatiba, por exemplo, está na Região Metropolitana de Campinas, embora tenha laços quase íntimos com Jundiaí.

Bem disse o ex-prefeito de Jarinu, Toninho Lorencini: Jundiaí é a capital da região. E assim continuam dizendo alguns candidatos a deputado, que prometem transformar essa situação informal em oficial. E merecidamente.

Bairrismos à parte. Economicamente, Jundiaí é uma gigante. Tem ótimas empresas, profissionais competentes e se desenvolve como poucas. Não faltam escolas, de todos os níveis. Nem oportunidade de novos negócios e serviços. Mas falta força política.

Se no passado Jundiaí teve a representá-la pessoas do quilate de Eloy Chaves ou José Romeiro Pereira é outra história. Hoje a realidade é bem diferente. Há quanto tempo não temos um representante na Assembléia Legislativa? E quem lá estava, antes desse período, o que fez pela cidade? Difícil – ou até impossível – responder.

Mais fácil, mais prático, mais lógico Jundiaí assumir de vez esse papel. Nem o posto de emissão de passaportes da Polícia Federal conseguimos manter na cidade. E quem quiser passear na Disney que vá a Campinas buscar seu passaporte. Também não existe uma delegacia da Polícia Federal na cidade. A mis próxima está em Campinas.

Até um simples telefonema passa por Campinas. Quem solicitar a presença da Polícia Militar pelo telefone 190 será atendido em Campinas. E precisará explicar o óbvio ao atendente, que não conhece a cidade e só lhe resta consultar, talvez, um Google Maps.

 

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Até o horário eleitoral gratuito é dirigido por Sorocaba. Em eleições municipais são apresentados candidatos de Sorocaba. O horário eleitoral pode ser chato, cansativo e mentiroso. Mas o eleitor jundiaiense tem direito de conhecer quem quer ser prefeito ou vereador. Mas acaba conhecendo somente os pretendentes sorocabanos.

Não faltam argumentos para tornar Jundiaí capital da região. Localização estratégica, com acesso às principais rodovias do País é um deles. Equipamentos e serviços são outros. Embora o Hospital Regional atenda 42 cidades – a maioria distante de Jundiaí. Mesmo assim é subutilizado. Ao mesmo tempo em que o São Vicente fica superlotado.

Essa transformação, clamada há anos, não é uma investida de Dom Quixote contra moinhos de vento. Nem apelo ao amor de Dulcinéia. É algo real, palpável, factível. Mas é preciso coragem e determinação. O resto será consequência.




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