HomeArticulistasAguinaldo OliveiraNão seja o “empresário protesto”

Não seja o “empresário protesto”

Hoje, depois de muito tempo, fui ao centro da cidade. Como em todas as raras vezes que faço isso, prefiro ir a pé pela dificuldade que existe em estacionar nestes lugares e isso me fez lembrar de diversos comércios que eu frequentava e que não existem mais, seja terem sido superados pelas gerações, por mudanças de hábitos da população ou mesmo por más gestões. A história de hoje começa com essa inspiração.

Sou fã de franquias. Acho que são excelentes oportunidades para um negócio já começar grande, com prosperidade, plano de negócios e padrão. Mas o fato de comprar uma marca famosa não garante o sucesso e a prova disso está em tantas lojas franqueadas que abrem, fecham ou trocam de lugar todos os dias. Algumas delas quebram enquanto, na mesma cidade, existe outra da mesma rede, prosperando.

As causas para esta diferença são muitas. A principal delas é alguém comprar uma franquia simplesmente por achar que o negócio é bom. Ver alguém ganhar dinheiro com uma marca não quer dizer que você também irá ganhar, pois há muitas coisas que influenciam o sucesso ou o fracasso de um comerciante. Gostar ou se apaixonar por aquilo que está fazendo é uma das mais importantes.

Conheço pessoas que abrem um negócio, odeiam trabalhar nele, mas o suportam devido a acharem que pode ser lucrativo. Por não gostarem, atendem mal seus clientes, tratam seus colaboradores sem nenhum respeito e ainda esbanjam mal humor quando fecham o mês no negativo. As pessoas precisam entender que ter uma empresa é como ter um filho. Se der certo será motivo de orgulho e se não der, será uma baita dor de cabeça.

 

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Filhos, assim como empresas, nem sempre nascem por planejamento, mas precisam ser amados. Também precisamos entender que criamos os nossos filhos para que, além de nós, outros também se relacionem com eles. Assim como abrimos nossas empresas para que outras famílias se sustentem a partir delas. Mas continuarão sendo nossas.

Há uma única diferença: dos filhos, a gente nunca enjoa. Da empresa porém, às vezes acontece e se um dia você enjoar, venda-a. Se não conseguir vendê-la, feche. Mas jamais trate mal as pessoas em forma de protesto, pois elas não tem culpa pelas suas frustrações ou mudanças de planos. Aliás, diante de um protesto seu contra seus clientes, fornecedores ou colaboradores, eles certamente encontrarão melhores opções de relacionamento em outros lugares e se afastarão. Você é o único que não terá como se afastar de ti mesmo e de suas supostas asperezas.




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