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Cidades querem fim de trabalho infantil nos trens

Quem usa trem conhece a rotina. Vendedores de doces, balas e bugigangas, pregadores evangélicos fazem o inferno nos vagões da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Na semana passada, representantes de sete cidades – incluindo a Capital – se reuniram em Franco da Rocha para discutir um jeito de colocar fim no trabalho infantil dentro dos trens.

A identificação e prevenção dos que vendem dentro dos trens é quase impossível. Crianças e adultos entram nos vagões com mochilas, como passageiros comuns. Com o trem em movimento, tiram da mochila seus produtos e iniciam a gritaria. Gritaria muitas vezes acompanhada dos berros dos pregadores evangélicos, que tiveram vida torta e se redimiram ao entrar em determinada igreja e contribuir com o dízimo.

O perdão divino muitas vezes é ensurdecedor. Principalmente quando há pregadores de várias tendências e credos. Mas o alvo dessas cidades (Franco da Rocha, Caieiras, Campo LImpo, Várzea, Morato, Jundiaí e Capital) é o trabalho infantil. Pelo menos um começo.

 

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A idéia é trabalhar a situação da vulnerabilidade das famílias, segundo Yngrid Padilha, diretora de Proteção Social de Franco da Rocha. Mais ou menos como enxugar gelo. Com pais de família desempregados, com famílias desestruturadas, parte do trabalho sobra para as crianças, que comovem possíveis clientes com seus dramas.

A CPTM, que deveria impedir a ilegalidade de adultos e crianças, é frouxa em sua fiscalização. E já que a empresa não se mexe, as cidades que estão ao longo dos trilhos resolveram tentar. Vale pelo esforço.




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