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Seria mesmo agosto o mês do cachorro louco?

Agosto é o mês do cachorro louco e isso não é segredo para ninguém. O que nem todo mundo sabe é porque o oitavo mês do ano recebe este título tão peculiar. Agosto apresenta condições climáticas favoráveis para as cadelas entrarem no cio. O resultado são cães enlouquecidos para conquistar a primeira fêmea que passar pela frente.

Nessa guerra de quem leva a melhor, é frequente constatar brigas entre machos. Com a troca de salivas, aumenta o risco de contaminação da raiva entre os caninos. Os infectados pela doença babam muito e ficam com aparência de loucos; daí a expressão cachorro louco. 

Mas o título assustador não passa de lenda, segundo garante o médico veterinário e gerente da Vigilância de Zoonoses (UVZ), Carlos Ozahata. “Desde a década de 1960, essa idéia se propaga. Na verdade, ficou estabelecido esse período como o ideal para combater a raiva, por meio da vacinação”, explica.    

Causada por um vírus, a raiva é doença transmitida ao homem pelos animais. O vírus penetra no organismo através do contato da pele ou mucosas com a saliva de algum animal infectado. “A vacina é a única forma de prevenção. Daí a importância da imunização dos cães e gatos anualmente”, alerta Ozahata.

Ele lembra que a doença é comum entre os morcegos, e o vírus é circulante entre esses animais. No entanto são protegidos por lei, não devendo ser caçados ou mortos, já que são de extrema importância para o equilíbrio ambiental. “Pedimos à população que ao encontrar algum morcego em situação atípica (caído no chão, voando durante o dia, pendurado em cortinas ou janelas ou dentro de cômodos ou veículos) entrem em contato com a Zoonoses pelo telefone 4521-0660 para que seja recolhido de forma adequada, mesmo quando encontrado morto”, explica.

Incurável, a raiva, uma vez contraída, se não tratada rapidamente provoca a morte em apenas 10 dias. Por isso, é importante prestar atenção aos principais sintomas: mudança de hábitos ou comportamentos, agressividade, salivação devido a paralisia dos músculos responsáveis pela deglutição e paralisia.

O mais louco é que a vacina antirrábica foi descoberta por Louis Pasteur, não em agosto, mas em julho e até hoje é a única forma de tratamento e prevenção da doença; mas no caso do tratamento sua eficácia se confirma se aplicada logo após o contágio, antes de aparecerem os primeiros sintomas e como tentativa de eliminar o vírus quando ainda está na corrente sanguínea.

Os casos de raiva têm diminuído nos últimos anos. No Japão, Inglaterra, Havaí, Oceania e em algumas Ilhas do Pacífico a raiva foi erradicada. Na Europa, Estados Unidos e Canadá o vírus é encontrado apenas entre os animais silvestres. Porém, na América Latina, Caribe, África e Ásia a raiva ainda é encontrada nos centros urbanos, onde o cão é o principal transmissor, trazendo risco de contágio aos seres humanos.

Já que não dá mesmo para fugir do mês do cachorro louco, melhor mesmo é ficar atento às campanhas de vacinação que devem se iniciar em agosto – em Jundiaí, a antirrábica será aplicada a partir do dia 13.




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