HomeGeralHU registra aumento de 35% no atendimento à violência sexual

HU registra aumento de 35% no atendimento à violência sexual

Os dados são da assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU) e se referem ao comparativo entre o período de janeiro a julho de 2017, quando foram registrados 51 casos, enquanto que em 2018 foram 70 atendimentos. De janeiro a dezembro de 2017, o HU atendeu 97 casos de violência sexual, o que pode incluir violência física e psicológica.

O levantamento aponta ainda que cresceu o atendimento de meninas vítimas da violência sexual. De janeiro a julho de 2017 foram 62 garotas e 8 garotos, enquanto que em 2018 foram atendidas 46 meninas e 5 meninos. Durante todo o ano de 2017 a relação foi de 86 meninas para 11 meninos.

Houve um salto considerável com relação aos atendimentos a vítimas menores de 18 anos. No primeiro semestre de 2017, o HU atendeu 29 crianças e no mesmo período de 2018 foram 50 atendimentos. De janeiro a dezembro de 2017, 61 vítimas com idade até 18 anos deram entrada no HU vítimas de violência sexual.

O HU acolhe as vítimas de violência sexual seguindo determinação do Ministério da Saúde. Assim, o paciente recebe o atendimento médico, e é acompanhado pelo serviço social. Se menor de idade, será solicitada a presença de um responsável, como forma de garantir a integridade do paciente.

São realizados exames físicos e se necessário, coleta de exames. Em caso de violência sexual ocorrida em prazo de até 72 horas, é administrado coquetel antirretroviral (para evitar o HIV), antibiótico (contra infecções sexualmente transmissíveis) e a pílula do dia seguinte (para evitar a gravidez).

 

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Após a conclusão dos procedimentos médicos de urgência e emergência, o serviço Psicossocial/Enfermagem encaminha o caso para acompanhamento do Ambulatório de Saúde da Mulher, onde deve receber cuidados psicológico e social da vítima e seus familiares.

Além disso, todos os casos de violência sexual são comunicados ao Ambulatório de Saúde da Mulher e Vigilância Epidemiológica. As ocorrências que envolvem menores de 18 anos também são levadas ao Conselho de Tutelar.    




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