HomeArticulistasAnselmo BrombalGoverno, assassino cruel

O assunto da moda é a violência. Tiroteios, guerra de facções, homicídios injustificáveis, agressões domésticas e públicas. Há porém um assassino silencioso, que não aparece nas estatísticas. Um criminoso cruel, que mata física e psicologicamente milhares de pessoas todos os dias. Um criminoso chamado governo.

Todos estão sem esperanças. Há desmandos e conchavos em todos os níveis. Quem deveria liderar é pífio, amarrado em outros interesses que não são públicos. Basta ver a situação da Saúde, uma das bandeiras de onze entre cada dez candidatos. O número de processos contra os planos de saúde é assustador. Mais de cem por dia, só no Tribunal de Justiça paulista.

Se as pessoas se socorrem dos planos é porque a saúde pública deixa muito a desejar. O SUS, por exemplo, conseguiu diminuir as verbas durante anos, empurrando aos estados e às prefeituras uma obrigação que é do governo federal. E como o SUS não atende, pessoas também vão à Justiça para conseguir remédios e cirurgias.

Esse assassino cruel e silencioso, representado pela maioria dos políticos, mata aos poucos, tirando de todos o direito de trabalhar e poder cuidar de sua família. 14 milhões de pessoas desempregadas. Mais de cinco milhões que desistiram de procurar emprego.

Mas basta um desempregado abrir uma barraquinha pra vender alguma quinquilharia que aparecem prefeituras para cobrar taxas. Aparece o Sebrae pregando que esse desempregado precisa oficializar seu negócio. Aparecem fiscais exigindo propinas. É assim que se promove a morte coletiva. Quase um genocídio. Faltam os pelotões de fuzilamento e as câmaras de gás.

O criminoso governo não tem pulso para colocar um basta em situações comuns em todos os lugares. Quem manda nas cadeias são outros grupos criminosos, e não autoridades. Quem manda nas favelas é o tráfico, não o governante. Quem manda na Agência Nacional de Saúde são as operadoras dos planos, não uma autoridade. Assim como mandam as operadoras de telefonia na Anatel, e as de eletricidade na Aneel.

E assim, aos poucos, todos vão morrendo. Ou morrem fisicamente, de fome, de falta de assistência, de falta de trabalho, ou morrem com suas esperanças. Tornam-se imersos numa letargia que parece não ter fim. O despertar está distante.

 

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Estamos a caminho de nos tornar uma nova Venezuela. Meio distantes, mas no caminho de nos venezuelarmos. O “exemplo” socialista daquele país é algo para se pensar: inflação de um milhão por cento ao ano. Mesmo tendo petróleo sobrando.

Ainda não começamos a nos mudar como os venezuelanos porque existe coisa pouco melhor por perto. Talvez o Chile. Talvez o Uruguai. Talvez a Argentina. Talvez morramos antes de fazer nossas malas.

O último que sair apaga a luz, combinado?




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