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Funcionária fura fila continua sob investigação

Mais de dois meses após ter sido acusada de usar o crachá para furar fila em um posto de combustíveis e abastecer o seu carro durante a greve dos caminhoneiros, a servidora municipal da Saúde de Jundiaí Lílian Loschiavo continua trabalhando normalmente, sem ter sofrido nenhuma punição.

Em nota, a Unidade de Negócios Jurídicos explica que o processo administrativo, aberto pela Unidade de Administração e Gestão de Pessoas na ocasião, considerou necessária a instauração de um processo administrativo disciplinar, na modalidade inquérito. 

“O citado procedimento somente é utilizado para infrações abstratamente reputadas como graves, diferindo, portanto, da sindicância, que é outra modalidade de procedimento que visa a apuração de infrações de menor gravidade abstrata”, completa a nota. No procedimento de Inquérito adotado nesse caso, as penas podem variar de advertência até a demissão do servidor.

Sobre a permanência da servidora no cargo, a Prefeitura alega que não há hipótese legal, até o momento, para a adoção da suspensão cautelar prévia. Ela é técnica de Enfermagem na Unidade Básica de Saúde da Agapeama e recebe salário mensal de R$ 3,8 mil.

Ainda segundo a nota, a servidora está em período de estágio probatório do cargo, uma vez que de janeiro a 2013 a novembro de 2016, ocupava o cargo de Assessora Municipal VI (CC4), estando o período de prova suspenso.

 

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Quanto ao processo disciplinar, a Unidade de Negócios Jurídicos adianta que o processo disciplinar está na fase de produção de provas, aguardando ouvir as testemunhas. A Prefeitura informa que já foi requerido e deferido um prazo maior para conclusão dos trabalhos por mais 30 dias, a contar a partir de 30 de julho de 2018.

O caso ganhou as redes sociais após a sobrinha da servidora ter publicado o vídeo do ocorrido em sua conta de Instagram. Nas imagens, a jovem dava a entender que furava fila do posto de combustíveis com a ajuda de uma carteirada da servidora pública. O fato ocorreu no 11º dia da greve dos caminhoneiros que causou a maior crise de desabastecimento do país.




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