HomeArticulistasAguinaldo Oliveira10 mitos da política e economia que as pessoas continuam acreditando

10 mitos da política e economia que as pessoas continuam acreditando

1 – o avanço da tecnologia aumenta o desemprego.

Na realidade, historicamente percebemos que o trabalho é gerado onde há avanços tecnológicos. Além de a tecnologia aumentar o número de postos de trabalho, ela melhora sua segurança, qualidade e reconhecimento.

2 – a flexibilização da CLT foi um prejuízo para o trabalhador.

Não procede, pois prejuízo para o trabalhador é permanecer com regras antigas, que regiam um cenário que não existe mais e que tornavam o emprego burocrático e inviável.

3 – o salário mínimo deveria ser R$ 3.000,00.

Se assim fosse, a inflação dispararia a ponto de isso nada valer. O que aumenta o poder de compra da população não é aumento de salário por decreto, mas sim por aquecimento da economia.

4 – receber as férias de forma adiantada é uma conquista do trabalhador.

O recebimento adiantado das férias, aliado à falta de instrução de quem a recebe é um dos muitos fatores que gatilham o desequilíbrio econômico do trabalhador assalariado. Em geral, ele recebe adiantado, usa mal o dinheiro e fica sem renda no seu retorno ao trabalho, desencadeando dívidas.

5 – FGTS é uma preciosa garantia de poupança do trabalhador.

O FGTS é um dos piores investimentos existentes, pois não da alternativa para o trabalhador. Rende quase nada e não permite liquidez. Além do mais, o governo é incompetente para usá-lo para as tais obras sociais para as quais se destinaria.

6 – empresário ganha muito e explora a mão de obra do trabalhador.

O empresário ganha muito quando a empresa dá lucro. Quando da prejuízo, ele perde. Quando a empresa quebra, além dele perder todo o seu patrimônio para pagar a massa falida, ainda tem que explicar seu fracasso nas próximas entrevistas para procurar emprego. Remuneração é proporcional ao risco, sempre.

7 – o governo deveria cuidar mais do trabalhador.

O governo é incompetente para administrar uma máquina tão grande. Gasta muito e gasta mal. Porem, quando estimula a iniciativa privada, oferece o direito da criatividade ao povo. O povo não precisa de “cuidados” dados como esmola, mas sim de condições justas para gerar riqueza. Qualquer trabalhador deveria aprender a empreender e o governo deveria incentivar isso.

8 – ganha-se mais trabalhando nos EUA.

O grande erro desta afirmação está no verbo. Em nosso idioma, usamos o verbo “ganhar” em alusão a renda obtida através do trabalho. Isso dá uma sensação de que o salário é uma esmola ou benevolência do patrão. Ao contrário disso, em inglês se usa “fazer” dinheiro, no sentido de construir. Esse é o motivo primário que faz quem trabalha lá enriquecer mais rápido.

 

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9 – o empregado trabalha para o patrão.

Errado! Todo mundo trabalha para si próprio, ainda que na empresa do outro. O que faz cada pessoa sair de casa para o trabalho são os seus próprios objetivos, seja de crescer, ser reconhecido ou receber um salário. Ninguém sai de casa pensando simplesmente em enriquecer o patrão.

10 – líderes não trabalham, mas apenas administram o trabalho dos outros

É justamente por mentalidades encurtadas como esta que jovens se revoltam e passam a vida brigando por pouco ao invés de buscarem crescimento. Ao contrário do que muitos pensam, criar estratégias e liderar pessoas são trabalhos árduos e de fundamental importância para a economia e bem estar. O Rei Salomão dizia que “onde não há liderança o povo se dispersa”. Até mesmo para pregar a anarquia alguém precisa ser líder.




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