HomeGeralDe novo pioneira, Carla está no comando do 11º BPM

De novo pioneira, Carla está no comando do 11º BPM

A carreira militar do pai militar, que trabalhou nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e outras unidades, como não poderia deixar de ser, foi sua maior inspiração. Mas a garotinha nascida em São Paulo que com apenas um ano veio para Jundiaí queria mais e conseguiu. Se existia alguma dúvida sobre a capacidade da mulher no comando, com alta patente, ficou no passado.

Em dezembro de 2017, a tenente-coronel Carla Basson deixou o 35º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM-I) de Campinas, onde permaneceu dois anos. De volta à cidade que considera de coração, assumiu o 49º BPM-I de Jundiaí. Em ambos os batalhões foi a primeira mulher no comando. Agora está no comando do 11º BPM-I, no Anhangabaú.

A sociedade mudou, está mais flexível para receber uma mulher no alto escalão, segundo Basson. “O que não alivia são as exigências, que continuam as mesmas. Eu estudei muito, me preparei para estar aqui e isso independe de gênero ou situação socioeconômica. Alcançar uma promoção ou obter um salto na carreira exige muita dedicação”, afirma.

Aliás, o pioneirismo sempre fez parte da trajetória de sua carreira militar. Comandou também o extinto Pelotão de Trânsito. “Acredito que todas estas oportunidades que a vida me proporcionou abrem as portas para outras mulheres seguirem carreira militar”, afirma.

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Ao avaliar os índices de criminalidade de Jundiaí, Carla considera a cidade privilegiada. “Pela quantidade de habitantes (mais de 400 mil), os números são satisfatórios. Claro que o nosso objetivo será sempre zerar essa estatística”, pondera. A região de Jundiaí apresenta como diferencial as forças de segurança que atuam de forma engrenada e harmoniosamente.

Assim como os demais comandos, Basson considera as drogas uma questão de saúde pública. “Enquanto o uso e abuso dos entorpecentes não envolverem todos os segmentos da sociedade, a droga de hoje vai continuar sendo a causa do roubo de amanhã, sendo um risco para a integridade de toda uma sociedade”, conclui.             




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