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Skaf, industrial sem indústria, quer R$ 10 milhões

Paulo Skaf tem 63 anos. Preside a poderosa Fideração das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desde 2004, com um detalhe: ele é um industrial sem indústria. A empresa que herdou do pai foi à falência e hoje ele detém somente 1% de participação no grupo Paramount Têxteis, de Fuard Mattar.

Sua influência está na Fiesp, no Serviço Social da Indústria (Sesi), no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no Instituto Roberto Simonsen (IRS) e no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Passou pelo Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo e pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção duas vezes. Politicamente não é lá aquelas coisas – em 2010 disputou o governo do Estado pelo PSB e ficou em 4º lugar.

Em 2011 filiou-se ao PMDB e em 2014 disputou novamente o governo estadual, sendo derrotado por Geraldo Alckmin. Durante a campanha de 2014 não soube explicar como dispunha de um helicóptero. Seu filho André tentou construir um aeroporto particular em Parelheiros, na Capital, em Zona Especial de Preservação Ambiental. O então prefeito paulistano Fernando Haddad não deixou.

Skaf é acusado de usar o Sesi, o Senai e o IRS para fazer política. “Ele estruturou a máquina dessas instituições de modo que os funcionários são tratados como gado eleitoral”, afirma o jornalista Pedro Zambarda de Araújo.

Ainda segundo o jornalista, as mesmas entidades ajudam Skaf com a distribuição de material de campanha dentro das escolas de São Paulo. O uso da máquina da Fiesp feito por Paulo Skaf gera insatisfação de empregados que não querem colocar suas opiniões políticas junto com suas funções de trabalho. E há também incômodos em outras instâncias.

Agora há outro desconforto dentro do MDB. Skaf quer R$ 10 milhões para fazer campanha ao governo estadual. Candidatos a deputado pelo mesmo partido não querem abrir mão de sua fatia de recursos em favor de Skaf. Vai daí…




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