HomeCidadesParalisação pode acarretar perdas de até R$ 105,5 milhões por dia na região de Jundiaí

Paralisação pode acarretar perdas de até R$ 105,5 milhões por dia na região de Jundiaí

O Sincomercio Jundiaí e Região e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) realizaram entre segunda e terça-feira, dias 28 e 29 de maio, uma pesquisa informal com dezenas de empresários de Jundiaí acerca dos impactos da greve dos caminhoneiros nos comércios do município. Dentre os comerciantes consultados, mais de 70% responderam que a paralisação provocou queda de mais de 40% nas vendas dos estabelecimentos. Levantamento realizado pela FecomercioSP aponta que a greve pode acarretar perdas de até R$ 105,5 milhões por dia no varejo na Região de Jundiaí. No cenário estadual, o prejuízo diário pode atingir R$ 1,8 bilhão e no nacional, R$ 5,4 bilhões.

Na pesquisa realizada pelas Entidades, muitos comerciantes reclamaram do baixo fluxo de clientes nas lojas e também houve falta de funcionários, além de desabastecimento de produtos. Alguns lojistas chegaram a relatar queda de até 90% no segmento de restaurantes, desde a semana passada.

Para Edison Maltoni, presidente do Sincomercio e da CDL Jundiaí, a paralisação afeta a população de modo geral. “Acreditamos que, nos próximos dias, a situação comece a normalizar para todos. Se o consumidor parou de comprar agora, ele comprará depois. A falta de combustível está deixando as pessoas em casa e isso reflete, sem dúvida, nos complexos comerciais. Porém, não podemos parar de trabalhar”, afirma.

A pesquisa realizada com os comerciantes de Jundiaí ainda aponta que 45% dos estabelecimentos registraram falta de funcionários nesses dias de paralisação dos caminhoneiros; 95% das lojas foram afetadas pela greve; e 40% relataram desabastecimento. Em relação aos trabalhadores que faltaram, os empresários disseram que o funcionário irá compensar a ausência.

Prudência nos preços

A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), ciente da dificuldade pontual de abastecimento nos comércios, solicita aos comerciantes do País compreensão e solidariedade com a população. “Prudência e senso de coletividade são fundamentais neste momento. Reprovamos qualquer iniciativa dos que queiram se aproveitar da preocupação dos brasileiros com o desabastecimento de itens perecíveis para aumentar o preço de produtos, principalmente os de primeira necessidade. A CNDL apoia o movimento promovido pelos caminhoneiros. Após as medidas divulgadas pelo governo federal, aguardamos a normalização do abastecimento nos próximos dias. Sejamos conscientes e, acima de tudo, brasileiros”, informa nota da Entidade.

Região de Jundiaí

O levantamento realizado pela FecomercioSP na Região inclui as cidades de Águas de Lindoia, Amparo, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Campo Limpo Paulista, Conchal, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itapira, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Joanópolis, Jundiaí, Lindoia, Louveira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Piracaia, Santo Antônio da Posse, Santo Antônio do Jardim, Serra Negra, Socorro, Tuiuti, Vargem, Várzea Paulista e Vinhedo.




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