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Clube passa por problemas sérios, principalmente dívidas

A S.E. Caxambu é um dos maiores clubes de Jundiaí. Tem uma área gigantesca, incluindo uma mata preservada por força de lei, pois está numa área de mananciais. Chegou a reunir milhares de pessoas em seus eventos, como bailes e festas do chopp, mas depois, sem explicações, entrou em declínio.

Passou três anos abandonado, sem diretoria, sem comando. Chegou a ter uma parceria com o Santos Futebol Clube para uma escolinha de futebol. Com o abandono, o pior aconteceu. Foram furtados, por exemplo, 2.500 metros de cabos elétricos de alta tensão; até a cabine primária de energia elétrica desapareceu. Os motores dos filtros da piscina e da sauna também tomaram chá de sumiço.

A constante invasão e ocupação por drogados motivou um abaixo-assinado, subscrito por 2.700 moradores, liderado pela associação local. “Nós pedimos, na época, que a Prefeitura desapropriasse a área e lá fizesse algo para ser usado pela comunidade”, explica Rafael Maso, presidente da Associação dos Moradores do Caxambu e Região.

As piscina, toda rachada, permitiu que a água vazasse. Mesas e cadeiras desapareceram às centenas, e até ventiladores, instalados nas paredes, foram furtados. Talvez consequência de frequentes invasões por drogados e ladrões. O clube chegou a ficar sem água e energia elétrica por falta de pagamento.

Até que um grupo de investidores resolveu arriscar. A primeira providência foi conseguir autorização da Justiça (que ameaçava leiloar o clube) para voltar a funcionar. A Justiça deu seis meses, uma autorização precária. O pagamento de dívida com a CPFL foi feito – pouco mais de 45 mil reais, e a energia elétrica foi religada.

Mas é uma ligação comercial comum, dessa encontrada em qualquer loja. Não suporta grande demanda de energia. Mas os sócios haviam desaparecido – calcula-se que hoje não passem de 50. Mesmo assim o Caxambu tem promovido seus bailinhos – sábado (12) tem um pagode marcado. Mas terá de ser com gerador. Esses bailes, a R$ 15 por cabeça masculina (mulheres não pagam) estariam acontecendo há quatro meses. Todos com prejuízo.

As dívidas assustam. Seriam de R$ 1 milhão com empregados (porteiros, faxineiros), R$ 1,5 milhão na esfera federal e outro tanto na estadual. Mas tem mais. Só uma advogada está tentando receber na Justiça do Trabalho R$ 1,5 milhão – teria trabalhado e não teria recebido.

O Santos Futebol Clube quer mais: R$ 6 milhões. A DAE de Jundiaí tem R$ 40 mil para receber. O total dessas dívidas chegaria a R$ 14 milhões. Sem correção e sem juros. Dentro do prédio, o aspecto não é lá essas coisas – banheiros sujos, chão empoeirado, parte do piso solto, e somente quatro banheiros para atender o público.

O Caxambu tem alvará da Prefeitura e dos Bombeiros. Portanto, pode funcionar. O problema é como está funcionando. Já tem um condomínio vizinho reclamando da algazarra. Pelo que se projeta, será mais um triste fim para outro Policarpo Quaresma.




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