A psicologia, com todo seu desenvolvimento metodológico e científico, tem contribuído inestimavelmente nas áreas sociais e biológicas, ampliando nosso entendimento das questões humanas.

Com intuito de atingir novas áreas cerebrais, ampliar contextos, tomar conhecimento dos próprios paradigmas e mudá-los, ter acesso a saúde e todas as possibilidades do ser, foi-se percebendo a necessidade de novas terapias, mudando também o conceito de que as terapias eram para diagnosticar e tratar as doenças.

Neste sentido, a hipnose é um instrumento que leva o indivíduo a um estado alterado e naturalístico da consciência, que conta com a colaboração da mente consciente e é relatado pela maioria como um processo prazeroso, não é uma terapia convencional, como a psicanálise ou a terapia comportamental, contudo é capaz de facilitar a comunicação e por consequência o processo terapêutico.

Praticada há mais de 5.000 anos, nem sempre com o nome de hipnose, mas com práticas muito semelhantes por diversas civilizações, tais como: os assírios e os babilônios, e depois pelos egípcios, celtas gregos, encontrando ainda registros nas culturas hebreias, hinduístas, chinesas, japonesas, maias, incas e outros que utilizavam o relaxamento, concentração, calma, sons rítmicos e palavras para desenvolver a cura do corpo e da mente.

Desde então o objetivo do terapeuta dentro desta terapia é promover através das estratégias a realização das metas do paciente, neste sentido, rejeita um espírito de coerção, superioridade e doutrinamento, permitindo um espírito de cooperação, aprendizagem mútua e descobrimento.

Leia também: Millenials: de donos do mundo a pobres e mimados

A abordagem clássica para o transe ou hipnose é a fixação da atenção, há algum tempo atrás era pedido para que se fixasse o olhar em uma chama, uma luz ou nos olhos do terapeuta, hoje sabe-se que qualquer ponto serve como ativação do transe e se quer necessita de algo fora do cliente, ou seja, se ele fixar a atenção em qualquer ponto dentro de si mesmo, será o suficiente para o transe, como é o caso da levitação de mãos e o relaxamento do corpo. A base da técnica é alterar a atividade do cliente no momento, apresentando outras várias formas para os comportamentos.

Para levar o indivíduo ao transe, podemos dizer para o sujeito se sentar confortavelmente, fixar o olhar e relaxar o corpo progressivamente ou podemos pedir para fechar os olhos e imaginar várias situações que o levaria ao transe, portanto trata de um processo voluntário que só funciona com a disposição do cliente.

Utilizada principalmente para tratar transtornos de humor, como depressão e ansiedade; sintomas do estresse, hábitos indesejados, outras questões psicológicas e médicas como dores e fobias, a hipnose tem apresentado excelentes resultados.




Comentários