HomeArticulistasAguinaldo OliveiraFofocas, verdades e mentiras

Fofocas, verdades e mentiras

A relatividade entre uma verdade ou uma mentira pode ser entendida no enigma do Pinóquio: Ele diz, repetidamente: “Meu nariz está crescendo.”

Como é mentira, o seu nariz cresce. Então, como virou uma verdade, para de crescer. Como se tornou uma mentira, volta a crescer…

Isso representa as diversas interpretações que cada um dá as histórias que ouve. Inevitavelmente isso acontece todos os dias em nossas famílias, empregos, relacionamentos e amizades.

Nem sempre é de caso pensado, mas por instinto ou senso de defesa, pois o lado emocional distorce a história para se encaixar na outra que ele contou ou ouviu antes e conforme o envolvimento emocional que tem com as partes.

Mas há também os estrategistas, que montam a narrativa de forma que ela faça sentido, assim como os que deduzem e definem seus julgamentos baseados nessas deduções. Independentemente da categoria que o mentiroso entra, a mentira é sempre negativa e destrutiva.

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Mas a verdade seca também machuca e pode destruir. Dizer claramente a alguém que ela é feia pode destruir mais que um elogio amarelo. Dizer que não gosta de, ou não confia em alguém (ainda que seja a mais pura verdade) gera, em quem ouve, sentimentos de empatia, defesa, constrangimento ou ódio contra ou a favor de qualquer uma das duas partes. Essa verdade dita em hora errada pode desencadear uma série de reações e terminar com muitos machucados.

Embora haja sempre a parte que comemore o desfecho, em situações como estas, aquela conhecida frase de Dilma Housseff se encaixa perfeitamente: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem vai ganhar nem vai perder. Vai todo mundo perder.” Célebre, essa frase!




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