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Evento resgata história e entrega obras na Avenida 29 de abril

O dia 29 de abril tem importância histórica para Itatiba. Para comemorar a data, a Prefeitura vai realizar um evento em parceria com comerciantes a fim de resgatar os acontecimentos que completam 130 anos. Além disso, será entregue à população, obras realizadas na mesma região.

A comemoração tem início partir das 10 horas no domingo (29). Na ocasião, o Mercado Municipal “Dona Lica” receberá apresentações culturais que remetem ao contexto histórico da libertação pioneira dos escravos em Itatiba, na Praça do Pito Aceso e o antigo “caminho para Jundiaí”.

Também serão lembradas as obras de infraestrutura como a margem do Ribeirão Jacaré, alargada na altura do Mercadão, cuja extensão foi executada para prevenção de enchentes. Além disso, uma das cinco sondas de nível foi instalada naquela ponte para permitir um monitoramento em tempo real do nível da água. No Mercadão, foram trocados forros dos banheiros e corredores para afastar pombas e melhorar a estética do local.

Outra novidade na região é a abertura de um retorno para carros e outros veículos leves, que vai facilitar o acesso à Av. 29 de Abril para quem vem da Rua Luiz Scavone. A abertura desse retorno, controlado pelos dois semáforos da região, é um antigo pedido dos lojistas, que também aproveitarão para realizarem promoções e servir um café da manhã especial.

Por fim, haverá uma caminhada do Mercadão que vai passar pela rua 29 de abril e vai até a Praça Fiorindo Cogni, que foi revitalizada. Antes da reforma, o local passou também por alterações e ampliações nas galerias pluviais.

Valor histórico 

Em 29 de abril de 1888, uma comissão de vereadores itatibenses antecipou-se a uma decisão que só seria assinada 14 dias depois pela Princesa Isabel: a Lei Áurea. Itatiba tornou-se, nesse dia, emancipada do Brasil Imperial e, por tabela, uma das primeiras cidades brasileiras (junto com Taubaté, Araras, Caconde e Franca) a abolir à escravidão e libertar os cerca de 2500 cativos das fazendas.

Em homenagem a esse dia, a praça em frente ao Mercadão recebeu o monumento do “Pito Aceso”. De acordo com jornais da época, após libertos, os cidadãos livres “passaram a morar em casinhas humildes construídas ao longo da atual 29 de abril. Nos finais de tarde, sentavam-se à porta de suas casas para ‘bater-papo’ e para fumar seu pito, uma espécie de cachimbo feito por eles próprios com taquara”.




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