HomeArticulistasAguinaldo OliveiraEstou quebrado, e agora?

Recentemente eu assisti a uma palestra do Geraldo Rufino. O comandante da JR Diesel conta em suas apresentações como saiu da favela para se tornar o maior empresário de seu setor e faturar algo em torno de 50 milhões por ano. Porém, a parte mais legal descreve o caminho que ele cursou para chegar de um ponto ao outro e suas várias falências. Isso fez me lembrar diversas situações que eu mesmo vivi ao longo da minha vida, desde a escola, passando pelos meus empregos, por alguns grupos de amigos e até mesmo pela minha vida de empresário e palestrante.

Comecei contar quantas decepções eu tive. Lembrei que foi uma ruptura no Colégio que me encorajou a procurar o meu primeiro emprego. Que somente mudei do comércio para o jornalismo por causa de uma discussão com a minha gerente da época, mudança está que me fez muito bem. Que deixei o jornalismo para a carreira executiva porque tinha perdido meu emprego. Que só virei empresário porque a empresa em que eu trabalhava faliu e foi vendida para a sua mais “odiada” concorrente. Que somente aprendi a administrar verdadeiramente o meu negócio quando perdi meu sócio. Aliás, há mais situações negativas que me fizeram “pedalar” e sair do comodismo, porém o texto ficaria muito longo.

Notei que foram essas experiências que me ensinaram que ficar desesperado por uma situação temporariamente desconfortável somente fazia com que ela demorasse mais para passar. Com isso aprendi quanto fundamental é pensar na solução e não no problema e que tal solução sempre pode estar mais próxima do que a gente pensa.

Desde muito cedo eu notava que não levava jeito para ser “operário”, mas sim para abrir caminhos. Eu sempre soube do meu talento, mas ficava esperando que “alguém me descobrisse” ou talvez que alguém me ajudasse a crescer me “oferecendo” uma chance. Posteriormente, em muitos momentos de minha vida fiquei estagnado e somente consegui crescer e mudar de patamar diante de rupturas até decepcionantes, que também não eram imagináveis.

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Definitivamente foram as decepções que me mudaram por diversas vezes. Mudaram sempre para melhor, mas quando elas aconteciam, eu me sentia totalmente indefeso, quebrado, emocionalmente frágil e tinha a sensação de que isso nunca mais iria sarar. Porém, aos poucos ia me recuperando, a autoestima voltava a crescer, quando de repente já estava no topo novamente, com algo muito mais legal, bonito e durável.

A sensação de perda, aquele pensamento lamentoso, que se os prejuízos X Ou Y não tivessem acontecido tudo estaria muito melhor, sempre são um problema, embora não percebemos. Mas lembrem-se do que eu escrevi acima: todas as vezes que eu cresci um patamar, isso só aconteceu depois de uma ruptura traumática e inesperada, que parecia um “azar” danado. Portanto, a minha mensagem final é que se a ruptura for inevitável, devemos aproveitar dela o que ela tem de melhor, que é a chance de buscar um novo caminho e conhecer novos mundos e com desafios fascinantes que os “sortudos” certamente nunca conhecerão.




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