HomeArticulistasAguinaldo OliveiraE agora? Como vem a Geração Z?

E agora? Como vem a Geração Z?

Seguindo o próprio alfabeto, depois das gerações X e Y, chega ao mercado de trabalho a nova turma, nascida a partir do ano 2000. São chamados de Geração Z e ainda são considerados uma incógnita, uma vez que ainda não houve tempo para analisá-los. Mas já dá pra se ter uma ideia diante do comportamento dos temporões, que na faixa dos “vinte e poucos” já agem diferente dos outros da mesma idade.

Sabemos que são instantâneos, hiper dependentes de seus smartphones, veem o avanço da tecnologia como algo tão normal quanto é normal a passagem das estações do ano e, principalmente, chegam com competências que seus antecessores se desdobraram muito para ter, como a facilidade com idiomas e de criar animação.

Como todos os jovens de todas as épocas, chegam entendendo que o que está instalado não serve, são a favor de mudanças e dão valor enorme a liberdade. Querem fazer coisas que antes eram proibidas e veem com naturalidade as rupturas que a geração anterior conquistou. Enquanto os seus pais estão preocupados com o que “as crianças” irão pensar ao verem o beijo gay na novela, eles se chocam mesmo é com as imagens da guerra na Síria. Começam a procurar seus empregos em um momento de forte crise e vivem a polarização política, onde seus pais são esquerda ou direita, democratas ou republicanos, contra ou a favor da prisão do Lula, simpatizantes ou críticos da história e do glamour europeu e, com isso tudo, entendem que precisam escolher um lado. Para eles não tem meio termo, tem um lado.

Os costumes comerciais mudaram: a Geração Z praticamente só compra pela internet, vai ao shopping só para passear, não liga tanto para as grifes, para os carros importados e o status para o qual realmente dá valor é a popularidade, medida pelo número de seguidores nas suas redes sociais. Ter um canal bombando no YouTube é tão relevante quanto era ser o capitão do time da escola para as gerações passadas. Eles não assistem os canais da TV aberta e, falando em YouTube, alguns ganham dinheiro com isso, fato que aliado a uma crise mundial, deve fazer o comportamento dessa garotada tender para o empreendedorismo, aceitando mais o risco, mas sendo menos paciente para aguardar os resultados.

No quesito “extroversão”, há um fator que pode polarizar, afinal eles preferem mil vezes “zapear” do que falar ao telefone, transmitem suas emoções através dos emoji e, com isso, a tendência é que se fabrique pessoas muito comunicativas por trás dos teclados e das câmeras, mas com uma enorme dificuldade para olhar no olho e dizer: “eu te amo”, o que seria realmente uma pena.




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