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A sofrível apresentação nas faculdades

Olá, pessoa! Pra onde as faculdades estão levando os seus alunos? Eu poderia abordar muitos temas relacionados ao aprendizado moderno: tecnologia, metodologia, conteúdo pragmático, etc. No entanto, vou me restringir à minha área de atuação: comunicação.

Ao contrário do nível, que conhecemos por superior, as apresentações em grupo têm sido feitas no melhor (ops!) estilo JOGRALZINHO, técnica antiga onde cada um recita a sua parte e fica esperando uma falsa interatividade do professor. Assisti a algumas e todas foram finalizados com o termo: ‘acabou’. Pensei: E agora? Quem vai limpar?

Ponderando: tal técnica pode ser utilizada como instrumento de desinibição no ensino fundamental, para ambientar o apresentador infanto-juvenil as mais diversas situações e ensinar espírito de equipe. Mas, se tratando de fa-cul-da-de, achei que nem existisse mais.

A comunicação é dinâmica e de nada adianta soltar estes pretensos profissionais no mercado sob a égide do ‘do it yourself’ ou ‘o verdadeiro aprendizado está na rua’.

Realmente, isto procede e faz o maior sentido. Só que essas expressões têm sido usadas pelos docentes como forma de se eximirem de ensinar. Às vezes me pergunto se este não é um medo de concorrência (vai que meu aluno fica melhor que eu, né?). Com isto, o mercado de atuação vai se nivelando pra baixo. Alguns dirão que ‘o aluno não se interessa por estas coisas’ e ‘apresentação é secundária’. E voltamos na viciosidade dos paradigmas já citados.

Fico imaginando a cara de um diretor de empresa que pede um relatório pra equipe e depois tem de assistir coisas assim numa reunião de feedback (???) e na frente de players importantes. No final, só fiquei esperando um acróstico que terminasse com a palavra OBRIGADO ou com o meigo: BEIJO, MÃE! É isso.

(dicoach: textos assim não devem ser publicados pois podem ser rotulados de ‘politicamente incorretos’. Porém, creio ser oportuno acabar com esta prática que vem rebaixando a verdadeira comunicação a um blá blá blá sem conteúdo).

por Carlos Cunha 




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