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No próximo dia 25 de junho, o PSDB completará 30 anos. O desenvolvimento socioeconômico do Brasil e a consolidação de sua jovem democracia se confundem com a história e o crescimento do nosso partido. Ao nascer, em 1988, a sigla elegeu 18 prefeitos. Três décadas depois, a social democracia governa seis Estados e 803 municípios brasileiros.

Em São Paulo, berço tucano, a história comprova a especial sintonia entre o eleitor e nosso jeito de governar: há seis eleições consecutivas para o governo estadual os paulistas escolhem, livre e democraticamente, administradores do PSDB. Além disso, prefeitos da legenda administram 173 municípios, incluindo a capital, que somam mais da metade de toda a população paulista.

O PSDB em São Paulo governa com a bússola do equilíbrio fiscal. O princípio inabalável de que um governo para os cidadãos não pode gastar mais do que arrecada produz conquistas que incluem a construção de mais de 40 hospitais públicos, a revolução tecnológica que expande o Poupatempo e presta o melhor serviço público, as 180 escolas técnicas e faculdades de tecnologia gratuitas em que milhares de jovens paulistas constroem o seu futuro, o sonho realizado de meio milhão de casas populares, mais de 50 estações de metrô e trem e um acréscimo de quase dez mil quilômetros na malha rodoviária do Estado, a melhor e mais segura do Brasil tanto para as pessoas como para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos indispensáveis para a melhoria concreta da vida dos brasileiros.

Nos 30 anos do PSDB, a extraordinária relevância dos seus serviços prestados a São Paulo e ao Brasil elevam a nossa responsabilidade não apenas como agentes públicos, mas também como militantes. A oito meses do pleito, o debate sobre as candidaturas nacionais está consolidado com Geraldo Alckmin, que será protagonista de um novo país. No caso específico da eleição paulista, os nomes começam a surgir.

A minha convicção é que não podemos virar as costas para avanços que o PSDB produziu por aqui. Nesse sentido, tenho defendido que o prefeito de São Paulo, João Doria, seja o nosso candidato a governador. Ele terá a missão de proteger o legado de responsabilidade com o gasto público.

À frente da Prefeitura de São Paulo, Dória demonstrou capacidade para encarar obstáculos. Ao deparar-se com um déficit de R$ 7,5 bilhões deixado pela administração anterior, saneou as contas. Foi ele também o responsável por zerar a fila de mais de 485 mil exames na rede municipal de saúde em menos de 90 dias, abrir o maior número de vagas em creche para um primeiro ano de governo da história, chegando ao recorde de 300 mil crianças matriculadas nas creches municipais.

Após 13 meses administrando São Paulo há uma certeza: João Dória pode fazer mais pela cidade administrando o Governo do Estado em perfeita harmonia com o seu natural substituto, o vice-prefeito Bruno Covas.

Nada ainda está decidido, mesmo porquê o prefeito tem ouvido com atenção os apelos da militância, os deputados, prefeitos do interior, mas dentro do nosso grupo há um consenso: o PSDB deve encarar 2018 com união em torno de um nome para defender tudo o que foi feito e, ao mesmo tempo, evitar fissuras internas. A militância sabe os efeitos colaterais provocados por posturas dúbias como as registradas nos anos de 2006 e 2008 quando as candidaturas à Presidência da República e à Prefeitura de São Paulo enfrentaram resistência interna. Um pé em cada canoa, definitivamente, criou traumas para a nossa legenda. Temos atuado para que esse dilema não entre novamente nas nossas reuniões.

Dória sabe que na política, assim como na vida, reconhecimento e protagonismo só se alcança quando se trabalha duro para a concretização dos seus ideais. Tenho certeza que nosso Estado deve manter distância do populismo que cria euforia momentânea, sempre seguidas de desengano e depressão.

Cauê Macris

Presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo




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