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Índice de confiança no jornal impresso cresce, aponta Ibope

Em meio à constante disseminação de notícias falsas através da Internet, os jornais impressos registram crescimento na confiança do público. Mais uma vez, esses veículos tradicionais foram apontados como o meio mais confiável pelo público do País, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016. Ao todo, 60% dos entrevistados disseram que confiam sempre ou muitas vezes nos jornais, contra apenas 20% da Internet.

A pesquisa foi feita pelo Ibope, a pedido do Governo Federal. Em dois anos, a confiança dos leitores de jornais saltou 7%, indo de 53% em 2014 para 60% em 2016. Em 2015, o índice ficou em 58%. O levantamento mostra que a desconfiança com as notícias veiculadas na web é proporcional à credibilidade dos jornais.

De acordo com o estudo, 84% dos brasileiros confiam poucas vezes ou nunca confiam em redes sociais. No estudo anterior, o índice era de 71%. A desconfiança em relação a blogs e sites subiu, respectivamente, de 69% para 83% e de 67% para 78%.

“Há claros sinais de revitalização do meio jornal – e a alta credibilidade conferida pelo público é maior demonstração disso”, diz o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech. “Ao longo de 2016 e especialmente depois do Brexit e da eleição de Donald Trump, o fenômeno das notícias falsas e das bolhas de pensamento único ganhou enorme dimensão. Os jornais, bem como os demais veículos profissionais, são um antídoto ao fenômeno”, disse.

Ele lembrou ainda que grandes empresas começaram recentemente a remover seus anúncios de algumas plataformas digitais, como Nestlé, Vodafone, L’Oreal, Honda e Mercedes-Benz.

“Esse fenômeno hoje é uma ameaça ao modelo de negócios das redes sociais e de outras plataformas de mídia digital. Afinal, que marca gosta de se ver associada a um conteúdo fraudulento como o que se disseminou enormemente pelas redes?”, avalia ele, que também preside o Fórum Mundial de Editores (WEF, na sigla em inglês).

Rech diz acreditar que os jornais, cuja essência é baseada em informação confiável, são cada vez mais percebidos como o contraponto a esse mundo paralelo das notícias falsas que tantas ameaças vêm produzindo para a economia e para a política.

Outro dado da Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016 identifica uma significativa troca de preferência na forma de ler jornais. Na comparação com o levantamento anterior, o percentual de entrevistados que disseram ler na versão digital subiu de 10% para 30%.

A opção pelo veículo impresso recuou de 79% para 60% de 2015 para 2016. Em geral, diz a pesquisa, os meios de comunicação que praticam jornalismo profissional contam com boas taxas de confiança. Depois dos jornais, aparecem o rádio (57%), a TV (54%) e as revistas (40%).




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