HomeGeralSegurançaPrevenção a incêndios ainda fica a desejar, diz engenheiro

Prevenção a incêndios ainda fica a desejar, diz engenheiro

O incêndio na boate Kiss, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 mortos, ainda é um fantasma cinco anos depois

No final do mês passado, o incêndio que matou 242 jovens na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, completou cinco anos. Ninguém ainda foi preso. O prédio continua em pé, a pedido de uma associação de parentes das vítimas. O incêndio mostrou a fragilidade da cultura de prevenir incêndios.

De lá para cá houve mudanças. Há até uma frente de deputados federais tentando uniformizar a lei em todo o Brasil. Via de regra, clubes, casas noturnas, cinemas e outros lugares de frequência de muitas pessoas seguem as normas do Corpo de Bombeiros. Mas poderiam ir além.

A conclusão é do engenheiro Felipe Melo, presidente da Associação Brasileira de Sprinklers, fundada em 2011. “A legislação está mudando, se aperfeiçoando, mas os responsáveis por estabelecimentos poderiam fazer mais, ir além das normas”, diz ele.

Para Felipe, a legislação paulista é a melhor do país, mas há muito de se pensar na prevenção. “Empresas, via de regra, vão além das normas do Corpo de Bombeiros porque as seguradoras exigem, devido à estocagem de materiais, como líquidos inflamáveis”, afirma ele.

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Para prevenir incêndios, as empresas contam com vários sistemas, como alarmes, gás e água. No caso de água, há os sprinklers (aqueles chuveirinhos colocados no teto), que liberam o líquido quando seu sensor registra aumento de temperatura. E não é como em filmes – cada sprinkler libera água individualmente, e não todos ao mesmo tempo.

Outros problemas: o revestimento em casas comerciais, muitas vezes facilmente inflamáveis, e a fiação elétrica. “É bom lembrar que hoje as casas têm muito mais equipamentos elétricos e eletrônicos que antigamente. Fiação antiga pode não suportar a carga e gerar incêndio”, completa Felipe.




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