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Pediatra dá dicas para curtir Carnaval com as crianças

O Carnaval vem aí e para aproveitar a folia com as crianças em segurança, alguns cuidados são essenciais. A médica pediatra do Hospital Universitário de Jundiaí (HU), Dra. Rosa Estela Gazeta explica que neste período os incidentes mais comuns que chegam ao Pronto Socorro Infantil da unidade estão relacionados à mal-estar, tontura, vômitos, desidratação, alergia aguda ao uso de espumas e, eventualmente, casos de sufocação com confete e objetos estranhos. Para evitar tais problemas, a médica dá algumas orientações.

De acordo com a pediatra, o ideal é manter a criança bem hidratada. “O calor e a agitação contribuem para a desidratação e podem causar mal estar, o recomendável é que os pais tenham sempre em mãos uma garrafinha com água e de tempo em tempo (pode ser a cada meia hora), ofereça à criança. Também é válido – sempre que possível – o suco natural e só em último caso o refrigerante”, indica.

Fantasia

A escolha do traje infantil é outro ponto de atenção. “As fantasias só devem ser usadas a partir da idade em que a criança tem capacidade de entender e escolher o que desejam vestir. Fora isso, o ideal é usar uma roupinha leve e simples, que facilite a mobilidade e reduza o calor”, sugere. No caso de fantasias, evitar tecidos com lantejoulas, aplicações, lurex e outros que podem irritar a pele. Penduricalhos que podem se desprender são proibidos, para evitar que a criança os coloque na boca.

Confete e espuma

A brincadeira no salão ou na rua, embora pareça inocente, precisa ser monitorada pelos pais para que possam orientar a maneira correta de usar confete, serpentina, espuminhas e tudo mais. “A espuma que as crianças costumam jogar umas nas outras é tóxica, inflamável e pode desencadear processos alérgicos, especialmente quando atinge os olhos ou é inalada. Então os adultos precisam ficar atentos. O confete não deve ser jogado no rosto, pois pode ser aspirado e causar sufocação”, diz a pediatra.

Fuja do som alto

Na hora de eleger um local no salão para curtir a matinê, a dica é ficar atento ao volume do som. “Se o nível do som for muito alto, pode causar lesão, além de alterar a percepção, prejudicando a diversão e a saúde naquele momento”, relata. O melhor é se posicionar longe das caixas e dos tamborins.

Crianças desencontradas

Para não se desencontrar das crianças, a dica da médica é identificar os menores com uma pulseirinha, fita ou crachá, contendo nome da criança, nome dos pais e telefone celular. Já os maiores devem ser orientados a procurar ajuda nestes casos, informando nome dos pais e telefone para contato. “Também é fundamental que as crianças sejam orientadas a procurar ajuda dos policiais ou segurança, evitando aceitar a ajuda de estranhos”, aconselha. Alguns clubes possuem departamentos específicos para auxiliar a localizar os pequenos. Se for o caso, peça ajuda.

Sugestão

A médica destaca que todo tipo de aglomeração pode representar riscos, especialmente para as crianças. De acordo com a especialista, os bebês não devem ser expostos a tais ambientes. “O ar do salão, som e risco de serem atingidos pelas espuminhas não são bons para os bebês. Recomendo que passem a frequentar o salão a partir dos quatro ou cinco anos”, diz.

Uma boa sugestão é organizar uma folia particular que possa garantir maior segurança. “As famílias podem organizar um ‘carnaval’ em casa, entre a família e amigos. Assim é possível manter viva a tradição e ao mesmo tempo num ambiente mais saudável e livre de riscos”, sugere.

Mais dicas:

Não esquecer  de aplicar protetor solar nas crianças, se for usar maquiagem e pintura, existem no mercado produtos antialérgicos específicos para as crianças. Além disso, no carnaval de rua, nada de folia entre 10 e 16 horas, nestes horários o sol é muito forte.




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