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Drogas e desordens assustam moradores da Vila Arens

Não é só no Carnaval – praticamente em todos os fins de semana a Vila Arens está se tornando caso de Polícia

Os moradores da Vila Arens, em Jundiaí, estão assustados com o que acontece em parte da noite e durante a madrugada. Jovens drogados frequentam suas ruas; casais jovens fazem sexo nas calçadas; brigas são constantes e vez ou outra pessoas são roubadas. O problema maior é uma vila encravada no bairro, a Argos Velha.

A Argos Velha tem ruas estreitas e é de pouco movimento. A maioria dos moradores é de idosos – parte aposentados da antiga fábrica Argos. Ao lado da vila, há o Córrego Guapeva e muito mato. A baderna noturna chega à vila pelas ruas Vigário, Cavalcanti e José do Patrocínio. A situação parece ter fugido do controle.

O problema tem algumas origens. Primeiro – o bairro é perto da estação ferroviária e do terminal de ônibus urbano; segundo – desde que um pessoal resolveu se concentrar no entorno da Ponte Torta, mais frequentadores foram atraídos para rodas de música, bate-papos e outros quetais.

Há um posto de combustíveis na esquina da Vigário com a José do Patrocínio, e sua loja de conveniência atrai muita gente na madrugada. Quem reclama garante que a bebedeira é geral. Há pouco tempo também, foi inaugurado um bar na Cavalcanti, ao lado da Igreja Renascer – e tudo isso tirou o sossego dos moradores.

E por que essa gente converge para a Vila Argos Velha? Por motivos óbvios. Sem movimento nas ruas, o sexo rola solto, assim como o consumo de drogas. “Já acordei de madrugada com um casal fazendo sexo na minha porta, reclama uma moradora. Nada contra, mas que faça em outro lugar, porque a sujeira fica”.

Para outra moradora, o mato facilita o esconder drogas. “Eles são espertinhos. Deixam a droga escondida e só apanham quando vão consumi-la”, diz ela. O barulho é outro inconveniente. “São mal-educados, gritam, cantam, riem desbragadamente, não respeitam o sono alheio”.

Desnecessário afirmar que todos querem uma solução. Alguns moradores acham que mais policiamento durante a noite e madrugada vai resolver. Outros querem fiscalização na loja de conveniência, que estaria vendendo bebida a menores, e os mais exaltados querem o fechamento do bar da Cavalcanti.




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