HomeGeralEducaçãoDesperdício de uniformes é grande nas escolas municipais

Desperdício de uniformes é grande nas escolas municipais

Crianças esquecem agasalhos principalmente. Educação cria comitê de ética para analisar inscrições nas creches

Reclama-se muito quando os assuntos são creches e escolas da Prefeitura. Há mães que garantem que a vaga na creche foi negada, como há mães que se queixam da falta de tênis no kit de material escolar. Mas nem tudo é bem assim – há um lado quase sombrio nessa história de creches e escolas.

Sobre o tênis. Crianças crescem e perdem rapidamente seus calçados. O tênis usado em fevereiro em abril ou maio estará apertando o pé. “Devido a isso, suprimimos o tênis do kit”, explica a responsável pela Educação Vasti Ferrari Marques.

Sobre as creches. A Educação tem feito muito esforço para diminuir a fila de espera por vagas. Isso de um lado. De outro, é senso comum que muitas mães que inscrevem seus filhos nas creches de Jundiaí não moram na cidade. Há quem trabalhe em Jundiaí e entenda ser mais prático trazer o filho para perto do seu trabalho.

“Neste ano criamos um comitê de ética para analisar todas as inscrições, continua Vasti. Em caso de dúvida, a família receberá visita para confirmar as informações fornecidas na hora da inscrição. Se não provar que mora em Jundiaí, fica sem vaga”.

O material escolar já foi entregue. O kit de uniforme foi modificado. “Antes era um agasalho que não protegia do frio, mas a partir deste ano será um forrado e com capuz”, explica a educadora. Mas tem um problema.

Periodicamente as escolas expõem os uniformes esquecidos pelos alunos e não reclamados pelos pais. Não são poucos esses esquecimentos, e a maioria fica de um ano para outro. Mas nem tudo é problema – as 112 escolas e os quase dois mil professores já esperam por um ano letivo que está começando melhor. E são 37 mil alunos matriculados.

E a história de que a Prefeitura está fechando escolas é lenda. “Tivemos de fazer um remanejamento por falta de alunos. No São Camilo, ocupávamos um espaço numa escola estadual, impróprio para as crianças. Parte foi alocada numa escola do Tarumã e parte numa escola da Ponte São João. Além do espaço ser impróprio, faltava aluno”, encerra Vasti.




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