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Síndico terceirizado pode reduzir conflitos

Em cidades grandes como São Paulo, estima-se que cerca de 30% da população viva em condomínios e esta realidade se repete também nas regiões circunvizinhas, como Jundiaí e Campinas, onde famílias aglomeradas em um mesmo espaço reúnem as mesmas reclamações: sujeira e latido de cachorro, vagas de garagem, vazamentos de água e barulho de crianças são as razões dos atritos na maioria dos condomínios.

Embora os problemas sejam o de costume, não se pode falar o mesmo do perfil do síndico. Aquele estereótipo de um senhor de meia-idade antiquado e meio ranzinza deu lugar a uma nova atividade profissional.

Sim, o síndico agora pode ser contratado e suas funções são praticamente as mesmas de um gestor interno. Por já ter vivência em condomínios, seus objetivos são previamente definidos e realizados com menor dificuldade, maior rapidez e eficiência.

Contar com a sindicância profissional tem se mostrado bastante vantajosa justamente pela visão imparcial que o gestor possui com relação às situações a serem resolvidas. Ainda, como ele não reside no condomínio, evita o desgaste do dia a dia com os condôminos, podendo se dedicar 100% às atividades, ficando longe dos atritos corriqueiros.

Segundo Regina Vasconcelos, síndica especializada, os condomínios normalmente contratam a sindicância profissional quando nenhum dos moradores quer assumir esse encargo. “Existe um estigma que não é de hoje com relação a trabalho do síndico que, muitas vezes, é de uma pessoa chata e importunada todos os dias. Sim, ser síndico envolve responsabilidades, além de ocupar muito o tempo das pessoas que trabalham e tem seus afazeres pessoais, por isso, pouca gente se anima em abraçar a causa”, explica.

Outro fator decisivo na hora de contratar a sindicância profissional, de acordo com Regina, é a necessidade cada vez mais crescente de o gestor do condomínio estar atualizado com relação à tecnologia, ferramentas e aplicativos. “A similaridade entre a administração de um condomínio e a de uma empresa é muito grande. Por isso, mais do que trabalhar com atas e marcar reuniões, o síndico deve conhecer e lidar com outros aspectos burocráticos, além de estar por dentro de novos mecanismos que facilitem a vida em comunidade”.




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