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Bulimia e compulsão alimentar

Continuando a falar sobre transtornos alimentares, focaremos neste artigo a bulimia nervosa, que tem como principal sintoma o comer compulsivo, essas orgias alimentares são planejadas, pois o consumo de alimentos é muito grande e é feito em pequeno espaço de tempo, normalmente em segredo, pois a pessoa sabe que está muito além de um consumo normal e se sente envergonhada por fazê-lo.
Os indivíduos costumam perceber que perderam o controle com a comida, quando sente dores abdominais e não conseguem comer mais, daí então a necessidade de provocar o vomito, embora eliminar a dor seja um dos motivos para indução da eliminação, sabe-se que o medo de ganhar peso também contribui para o ato.
Normalmente a pessoa ingere grande quantidade de comida, sente-se mal, provoca o vomito e logo em seguida sente arrependimento, culpa, depressão e faz autocríticas. Pessoas que apresentam o diagnóstico de bulimia podem também utilizar de laxantes, diuréticos e exercícios físicos em demasia, para tentar controlar o peso.
O ato de comer em demasia associado a indução do vomito apresenta diversos efeitos posteriores, como perder os dentes, prejudicar o esôfago, danificar o diafragma estomacal, etc., que são fisicamente dolorosos e emocionalmente angustiantes, além disso faz o indivíduo perder tempo e dinheiro.
Muitas pessoas descrevem como desesperador o fato de ser portador de bulimia nervosa, embora outros sentimentos estejam presente enquanto percebem o ciclo se refazendo a cada refeição – Comer muito, sentir-se empanturrada e vomitar ou utilizar de laxantes e diureticos – relatam ainda que após decidir que irão comer tudo que é possível não conseguem pensar em mais nada, desviam tarefas, lugares, mentem, faltam a compromissos só para comerem. Depois da decisão existe uma questão ainda a ser resolvida, que será o que comer, e ai então pode ser coisas boas, se tiver dinheiro disponível, ou coisas extremamente baratas para poder comprar bastante.
Pacientes com bulimia nervosa apresentam pensamentos e emoções disfuncionais, auto-estima flutuante, sendo comum encontrar aqueles que apresentam atitudes caóticas, não somente no tocante aos hábitos alimentares, mas também em outros aspectos da vida, como os estudos, a vida profissional e as relações amorosas.
A terapia ajuda a montar estratégias para controlar a ingestão calórica, entender sentimentos que podem estar contribuindo para o descontrole, lidar com as emoções, ter relações mais saudáveis com todos os aspectos da vida, entre outros.

Por Adriana Sartori

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