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Obesidade pede tratamento multidisciplinar

A obesidade tem sido encarada mundialmente como o problema de saúde número 1 em muitos países e se deve ao fato de estar associada a um grande número de doenças.
Longe de ser somente um apelo social, o “estar magro” está associado a ter menos problemas físicos e emocionais. Segundo estudos científicos, ficou comprovado que quando se elimina o excesso de gordura, reduz a possibilidade de ser portador de diversas doenças, como: enxaqueca, depressão, asma, síndrome metabólica (tireoide), gordura no fígado normal ou com fibrose, cardiovascular, diabetes, hipertensão, entre outros.​
Ainda, de acordo com pesquisas, ficou demonstrado que os obesos tendem a apresentar mais problemas psicológicos como consequência da obesidade, problemas estes que nem sempre recebem a atenção devida, tais como a solidão e a frustração causada pelo abandono de quem não entende a dificuldade da pessoa em fazer coisas simples como andar rápido, sentar em qualquer cadeira, ficar de pé por muito tempo, etc.
Pesquisas indicam que a disfunção do mecanismo de saciedade que se encontra no cérebro, pode ser o responsável pela dificuldade em parar de comer enquanto houver comida disponível.
Além disso, segundo estudiosos do assunto, do ponto de vista psicológico, a alimentação compulsiva pode ser encarada como uma forma de lidar com problemas internos envolvendo baixa autoestima, vergonha, culpa, passividade e submissão, carência afetiva, falta de autocontrole, medo de não ser aceito e amado, dificuldade em lidar com o que o outro pensa sobre ele, dificuldade em aceitar que a forma como se alimenta é um problema e etc.
Sendo assim fica claro que o indivíduo pode buscar na comida o afeto e o companheirismo que tanto lhe faz falta. Isso sem falar na sexualidade, que pode ser reprimida por vergonha da exposição do corpo, e a obesidade ser usada como defesa dos impulsos sexuais ou como barreira para relacionamentos sociais.
Dificuldade em saber se o desconforto que estão sentindo é emocional, tais como ansiedade, tristeza, entre outros, ou se é de fome, também é uma característica das pessoas com obesidade. Isso normalmente se confunde na infância quando a mãe coloca a chupeta ou a mamadeira na boca da criança antes de saber se o problema é fome.
Podemos dizer que para tratar a obesidade é necessário ter conhecimento do tipo de obeso que se apresenta a sua frente, pois não há apenas um único tipo, ou seja, tem aqueles que comem bastante, mas não de forma compulsiva e se tornam obesos; têm os que são compulsivos e que provocam o vômito (bulimia), mas tem também aqueles que não; tem os que comem tanto que chegam a vomitar; tem aqueles que comem muito e chegam a obesidade mórbida sem serem compulsivos e tem aqueles que por serem compulsivos também atinge essa faixa.
Portanto a equipe multidisciplinar e a terapia em grupo passaram a ser fundamentais para o tratamento e acompanhamento dessas pessoas, por exemplo, no Espaço Agir a obesidade é tratada em grupo com Coaching para emagrecimento, envolvendo técnicas da hipnose, da psicologia, associada a sessões de acupuntura para alívio de dores e controle da ansiedade e saciedade e cardápios personalizados juntamente com acompanhamento semanal e palestras informativas de todas as áreas envolvidas.

por Adriana Sartori

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