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Aumento no preço do óleo diesel pode fechar transportadoras

Combustível é o item principal na planilha de custos de transportadores. Sindicato tenta reverter decisão de aumento

Após o anuncio da Petrobras na semana passada sobre o reajuste no preço do óleo diesel em 9,5% nas refinarias, diversos profissionais autônomos e transportadoras têm se mostrado contrários à medida.

Diferente do que ocorreu na última revisão dos preços dos combustíveis, há menos de um mês, em que o preço do óleo diesel sofreu uma redução de 10,4% – redução não repassada ao consumidor final – a expectativa é que dessa a vez o aumento represente até R$0,17 a mais na bomba de combustível, atingindo diretamente no bolso dos transportadores.

O profissional autônomo Elias José Pereira, que trabalha com mudanças na região de Jundiaí, diz que o reajuste já chegou às bombas da cidade. “Cada vez que vou ao posto o preço do litro do diesel está R$0,02 mais caro. Parece pouco, mas no final do mês faz uma diferença grande”, afirma.

Segundo Marcelo Pedrosa, gerente de projeto da transportadora Prest-Serv, os encargos com o óleo diesel podem representar em alguns casos até 50% nas despesas das transportadoras e que a empresa já está se preparando para um orçamento mais apertado daqui para frente.

“Como algumas transportadoras trabalham por meio de contrato junto aos clientes, não podemos fazer o repasse do aumento de forma imediata. Já estamos prevendo uma redução na margem de lucro da empresa”, afirma Pedrosa.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), Tayguara Helou, a crise econômica que atinge o país, em conjunto com o aumento no preço do combustível, pode afetar financeiramente as empresas do setor, levando ao fechamento de diversas transportadoras.

“Por ser um dos ítens mais onerosos na planilha de custo das transportadoras, este aumento enterraria definitivamente diversas empresas do setor, afirma. Não é justo aumentar o preço agora se não houve a redução no passado recente. Somos totalmente contra o aumento do combustível no país porque passamos por um dos piores cenários econômicos da história recente” alerta. Ainda de acordo com Helou, a entidade já busca reverter a decisão junto ao Governo e a Petrobrás.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), no mesmo dia em que a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina (8,1%) e do óleo diesel (9,5%), nas refinarias, o consumidor já começou pagar mais caro pelo combustível. Em média o sindicato calculou repasse de R$ 0,10 por litro de gasolina e de R$ 0,15 por litro de diesel.




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