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Artigo: O fechamento da FMJ

Durante a gestão do então prefeito Pedro Fávaro e após a aprovação pela Câmara Municipal, sob a presidência do vereador Paulo Ferraz dos Reis, foi promulgada a Lei nº 1.506, no dia 12 de março de 1968, criando a Faculdade de Medicina de Jundiaí, como entidade autárquica do Município.
Vale salientar que, a partir de 1971, a Faculdade passou a contar com a ajuda dos médicos que atuavam no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, como Professores Assistentes das áreas clínicas, cabendo lembrar os nomes de Júlio Ferreira, Célio Ciari, Antonio Mendes Pereira, Edward Aleixo de Paula, Murilo Rodrigues Viotti, Lavoisier França Silveira, Antonio Carlos Ferragut, Eurico Malagodi, Natalino Filipini, entre outros.
O tempo passou e a faculdade foi se consolidando como uma escola médica de alta qualidade servindo como um parâmetro para a assistência de saúde na cidade que passou a ser colocada da seguinte maneira: antes e depois da criação da Faculdade de Medicina.
Porém, a cidade começaria a viver tempos trágicos em sua política, que iria refletir decisivamente na faculdade, com a chegada ao poder de um grupo político liderado pelo advogado André Benassi.
E chegou o ano de 1984. Assume a diretoria o vice-diretor, Prof. Dr. Antônio Monteiro Cardoso de Almeida, em virtude da indecisão de André Benassi quanto à escolha do novo diretor de lista sêxtupla a ele encaminhada, o que obedeceria o ritual da legislação e do Regimento Interno da Faculdade. O Prefeito foi convidado pela Congregação para reunião em seu prédio sede quando afirmou categoricamente: “Ou tenho um diretor meu ou fecho a faculdade “.
Assim se fez. Naquele mesmo ano o alcaide enviou um projeto de lei à Câmara Municipal extinguindo a Faculdade de Medicina. Este projeto foi aprovado. À medida em que os vereadores votavam na sessão da Câmara Municipal a favor do fechamento da escola, os alunos, que lotavam o plenário do legislativo, atiravam moedas nos edis. Um dos parlamentares que votou pelo fechamento da escola médica e também recebeu na tribuna moedas atiradas pelos acadêmicos foi o então vereador Miguel Haddad.
Esse foi um episódio que aos poucos vai se perdendo no tempo mas que retrata a mentalidade tacanha de André Benassi e Miguel Haddad, que tanto mal fez à cidade e que, até hoje, é sinônimo de um atraso político sem precedentes em Jundiaí. Precisamos ficar vigilantes para que políticos desta nefasta estirpe nunca mais assumam o cargo de prefeito da cidade.

CÉSAR TAYAR
Presidente do PCB

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