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Zé Roberto quer construir represa na Estância SP

Com a crise hídrica afetando diversas regiões do país, principalmente o Estado de São Paulo, o prefeito José Roberto de Assis busca uma solução para garantir para os próximos anos o abastecimento de água em Campo Limpo Paulista.
Recentemente, acompanhado do gerente local da Sabesp, André Sotero, Zé Roberto protocolou no Departamento de Águas e Energia Elétrica do Médio Tietê (DAEE) pedido de autorização para implantar uma represa no município. “Será, sem dúvida, uma das obras mais importantes da cidade nas últimas décadas”, afirma André Sotero.
O engenheiro explica que a região escolhida fica na Estância São Paulo, numa área pública de 113 mil m2, já propensa a inundações durante as cheias do Rio Jundiaí. Ainda segundo ele, a densidade demográfica é baixa no local e o projeto não atingirá propriedades particulares. Pelos estudos iniciais, será possível estocar cerca de 400 mil m3 de água, por meio de chuvas e bombeamento do Rio Jundiaí.
No entendimento do prefeito Zé Roberto, será inadiável, num futuro não muito distante, a construção de um grande reservatório na região da divisa com Atibaia, mas o gerente da Sabesp avalia que, com a viabilização da represa na Estância São Paulo, Campo Limpo Paulista terá maior segurança na questão do abastecimento de água, sem risco de racionamento.
O coordenador do DAEE Luiz Roberto Moretti considera a solução viável e o projeto será avaliado tecnicamente pelo órgão e também pela Cetesb. Campo Limpo e a Sabesp também protocolaram no DAEE e receberam sinal verde da Cetesb para ampliar a lagoa do Jardim Marchetti – com escavação e alargamento, terá a capacidade de água aumentada de 14 mil m3 para 197 milhões de litros.
Outra área analisada é a chamada Represa do Cunha, no Pau Arcado, que teria capacidade de estocar até 85 milhões de litros de água. “Serão lagos escavados, sem barragens e, portanto, sem oferecer riscos de acidentes”, observa André Sotero, prevendo reserva de 682 milhões de litros de água. Ele acrescenta que serão dispositivos estratégicos de uso múltiplo, ou seja, servirão para amortização de eventuais casos de inundações.

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