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Virou praga: a cada 15 segundos, um boleto falso

A cena: o sujeito recebe em casa sua fatura do cartão de crédito, um boleto para ser pago no banco. Tudo está perfeito – valor, relação de compras, avisos de praxe. Até o vencimento paga a fatura, e dias depois começa a ser cobrado. Só então percebe que foi vítima de um golpe. O boleto/fatura estava perfeito, mas o código de barras, que dá destino ao dinheiro, remeteu o pagamento para a conta do golpista.
“Situações como essa têm ocorrido bastante em escala nacional”, avisa a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci. Segundo a Serasa Experian, até setembro, houve 1,56 milhão de tentativas de fraudes no Brasil — uma a cada 15 segundos. O número bateu o recorde desde que as pesquisas tiveram início, em 2010. E os fraudadores têm utilizado métodos cada vez mais criativos, como a troca do código de barras.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda que, tão logo perceba o problema, o cliente procure o banco. Segundo Dolci, da Proteste, o banco pelo qual foi feito o pagamento deve arcar com o prejuízo.
“Ele tem de prover a segurança do cliente e perceber movimentações estranhas”, explica. No entanto, os bancos entendem que como a fraude foi na emissão do boleto, o responsável é o banco emissor da fatura. “Ele deve investigar se houve dano e o que aconteceu, de fato”, afirma a Febraban.
Como as falsificações são perfeitas, suspeita-se que parte das informações que tornam os golpes possíveis saiam de dentro dos próprios bancos. Como o falsificador consegue a relação de compras de alguém? Isso os bancos não explicam.




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