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Remédios genéricos podem ficar mais baratos se…

Os remédios genéricos custam, em geral, mais baratos que as marcas tradicionais. Algumas farmácias, malandramente, aumentam esses preços, na certeza de que o comprador não vai comparar o custo – e desse jeito acabam vendendo o genérico mais caro que o original. Mas essa é outra história.
Na semana passada, o governo do Estado mandou para a Assembléia Legislativa projeto para reduzir o ICMS dos genéricos. Se o projeto passar – e não há deputado tão louco que seja contra isso – o genérico vai custar 9% a menos. A matemágica é simples: hoje o remédio paga 18% de ICMS – com o projeto aprovado, pagará 12%.
Em outros estados isso já acontece. Rio de Janeiro e Minas Gerais já cobram menos imposto no genérico. “É um pedido antigo da indústria farmacêutica. O projeto atende esse pedido e beneficia diretamente a população”, explica o governador Geraldo Alckmin.
Ajuda um pouco. A Losartana, por exemplo (remédio para hipertensão) custa hoje R$ 11. Com a redução, cai para R$ 9,50. A Dipirona cai menos, de R$ 4,88 para R$ 4,51.O corte no imposto vale para todos os genéricos vendidos no estado. “O benefício é diretamente na ponta, ou seja, para quem compra. Não é o corte de um preço específico, mas para todos os genéricos que são vendidos do estado”, explica o governador.
Segundo a PróGenérico, esses remédios representam 25% de participação de mercado no estado e movimentou, entre setembro de 2014 e setembro de 2015, R$ 4,8 bilhões. São Paulo representa 26,1% do faturamento farmacêutico, que fez negócios de R$ 72 bilhões em todo país no mesmo tempo.
O Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo comemora o corte no imposto e afirma que vem em bom momento – o custo da produção de medicamentos subiu com a alta do dólar e o aumento no custo da energia.

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