HomeOpiniãoEntrevistasO gaúcho Milton agora é Cidadão Jundiaiense

O gaúcho Milton agora é Cidadão Jundiaiense

O gaúcho Milton Carboni seria apenas mais um dos muitos que se mudaram para Jundiaí nos anos 1970 e 1980, não fosse sua vontade de vencer com trabalho e ousadia. Agora, na sexta (27), ele se torna oficialmente Cidadão Jundiaiense, 36 anos depois de deixar os pampas para fazer churrasco para paulistas.
Milton nasceu e se criou em Sarandi, perto de Passo Fundo. Exatamente no dia 29 de dezembro de 1979 chegou a Jundiaí, vindo num caminhão baú, com vontade de trabalhar. Foi ser garçom na Churrascaria Passo Fundo, onde ficou sete anos.
Nesse tempo, casou-se (março de 1983) com Marilene. Curiosidade: eles se conheciam desde a infância, em Sarandi, e o primeiro contato aconteceu no dia em que Mari, como carinhosamente é chamada, fazia sua primeira comunhão. Se encontraram novamente em Jundiaí, e começaram a namorar num começo de novembro, quando ela também se mudou para Jundiaí.
Depois da Passo Fundo foi para a Churrascaria do Parque, que funcionava no Parque da Uva, onde ficou bom tempo. Passou a trabalhar também em Campo Grande, Mato Grosso (na época não havia divisão do estado), numa churrascaria do mesmo grupo. De lá voltou para Jundiaí, na Passo Fundo, onde fez sociedade com dois amigos no Posto Videira. Não deu certo, e a sociedade se desmanchou.
Até que resolveu abrir sozinho outro restaurante, na Vila Arens, o Piá do Sul (piá, para os gaúchos, é o mesmo que criança para paulistas). Fez freguesia, conquistou amigos, até que em 1999 (maio), surgiu a Esquina Gaúcha, onde está até hoje.
“Fui incentivado pela família, e hoje tenho como sócio o Valdemir, o Dide, que é meu concunhado, conta Milton. E todo mundo trabalha de segunda a segunda, pois só fechamos o restaurante de domingo à noite”.
Apenas três dias do ano o restaurante fica fechado – na Sexta-Feira Santa, no Natal e no Primeiro de Ano. Com tanto trabalho, Milton ainda encontra tempo de visitar a família. “A cada seis meses, mais ou menos, vou a Sarandi visitar meus pais – diz ele. Meu pai, Germano, tem 91 anos, e minha mãe, Lourdes, 80. Além disso, cinco de meus irmãos ainda moram por lá”. Germano e Lourdes têm oito filhos – três estão em Jundiaí.
Dos pampas, traz ainda sua velha paixão pelo Grêmio de Futebol Portoalegrense – ultimamente pagando vexames justamente para seu arqui-rival, o Internacional de Porto Alegre – a eterna disputa entre gremistas e colorados, equivalente a palmeirenses e corintianos entre paulistas.
Nada mal para quem chegou a Jundiaí como churrasqueiro e garçom. Hoje Milton comanda com o sócio Dide um restaurante que pode receber 220 pessoas simultaneamente, em dois salões, emprega 29 funcionários (a maioria velha de casa) e não esconde o segredo do sucesso de ninguém: basta trabalhar, tchê.




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